Terça-feira, Janeiro 31, 2012
Sexta-feira, Janeiro 27, 2012
Quinta-feira, Janeiro 26, 2012
"Já cheira a calulu"
"Começo por refogar metade de uma cebola picada em óleo de palma, depois o tomate maduro cortado aos cubos, as postas de corvina seca e fresca, as beringelas aos quadrados, a folha de louro. Deixo repousar sobre o lume brando alguns instantes antes de colocar o resto da cebola e do tomate, assim como os espinafres, que, apesar de aparecerem a substituir as folhas de rama (impossíveis de encontrar fora de Angola), ainda assim quebram o galho.
Já cheira a calulu, já consigo viajar até Benguela. Às vezes pergunto-me como consigo resistir ao Inverno, manter-me tanto tempo afastado da terra, eu que nem sou de me entregar à saudade, que vivo bem sem o funge, a bandeira gastronómica dos angolanos. Não sei responder ...
A colher de pau visita o interior do tacho com cerimónia, não podemos deixar o peixe desfazer-se. Não é necessário colocar água para o molho, esta virá dos próprios ingredientes, basta ser paciente e não subir a intensidade da chama, o calulu é de cozedura lenta e só colocamos os quiabos na panela passados 30 minutos. Depois dos legumes cozidos e do peixe estar no ponto, desfaço uma colher de sopa de farinha de mandioca em água para engrossar o molho e deixo apurar por mais alguns instantes
Abençoado seja este calulu."
Uma receita de Kalaf
Terça-feira, Janeiro 24, 2012
Antes que o calem (...já calaram)
Quinta-feira, Janeiro 19, 2012
Quarta-feira, Janeiro 18, 2012
Afinal sempre vale ser "Jotinha"
Estes jovens não precisam de emigrar
por Manuela Costa, terça, 17 de Janeiro de 2012 às 17:54
Lista de 29 assessores / adjuntos de Ministérios, todos de idade inferior a 30 anos, havendo 14 "especialistas" com idades entre os 24 e os 25 anos.
Fonte: http://www.portugal.gov.pt/
MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL (2)Cargo: Assessora. Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos. Idade: 29 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €Cargo: Adjunto Nome: João Miguel Saraiva Annes Idade:28 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.183,63 €MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (1)Cargo: Adjunto Nome: Filipe Fernandes Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 2.633,82 €MINISTÉRIO DAS FINANÇAS (4)Cargo: Adjunto Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida Idade: 26 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €Cargo: Assessor Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada Idade: 29 anos Vencimento Mensal Bruto: 2.854 €Cargo: Assessor Nome: Filipe Gil França Abreu Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 2.854 €Cargo: Adjunto Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes Idade: 29 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA (2)Cargo: Assessor Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira Idade: 29 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €Cargo: Assessor Nome: André Manuel Santos Rodrigues Barbosa Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 2.364,50 €MINISTRO ADJUNTO E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES (5)Cargo: Especialista Nome: Diogo Rolo Mendonça Noivo Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €
Cargo: Adjunto Nome: Ademar Vala Marques Idade: 29 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €Cargo: Especialista Nome: Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva Canas Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €Cargo: Especialista Nome: Rita Ferreira Roquete Teles Branco Chaves Idade: 27 anos Vencimento Mensal Bruto: 3069,33 €Cargo: Especialista Nome: André Tiago Pardal da Silva Idade: 29 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €MINISTÉRIO DA ECONOMIA (8)Cargo: Adjunta Nome: Cláudia de Moura Alves Saavedra Pinto Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €Cargo: Especialista/Assessor Nome: Tiago Lebres Moutinho Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €Cargo: Especialista/Assessor Nome: João Miguel Cristóvão Baptista Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €Cargo: Especialista/Assessor Nome: Tiago José de Oliveira Bolhão Páscoa Idade: 27 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €Cargo: Especialista/Assessor Nome: André Filipe Abreu Regateiro Idade: 29 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €Cargo: Especialista/Assessor Nome: Ana da Conceição Gracias Duarte Idade: 25 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €Cargo: Especialista/Assessor Nome: David Emanuel de Carvalho Figueiredo Martins Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €Cargo: Especialista/Assessor Nome: João Miguel Folgado Verol Marques Idade: 24 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,34 €MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (3)Cargo: Especialista/Assessor Nome: Joana Maria Enes da Silva Malheiro Novo Idade: 25 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €Cargo: Especialista/Assessor Nome: Antero Silva Idade: 27 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €Cargo: Especialista Nome: Tiago de Melo Sousa Martins Cartaxo Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €MINISTÉRIO DA SAÚDE (1)Cargo: Adjunto Nome: Tiago Menezes Moutinho Macieirinha Idade: 29 anos Vencimento Mensal Bruto: 3.069,37 €MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA (2)Cargo: Assessoria Técnica Nome: Ana Isabel Barreira de Figueiredo Idade: 29 anos Vencimento Mensal Bruto: 2.198,80 €Cargo: Assessor Nome: Ricardo Morgado Idade: 24Vencimento Mensal Bruto: 2.505,46 €SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA (1)Cargo: Colaboradora/Especialista Nome: Filipa Martins Idade: 28 anos Vencimento Mensal Bruto: 1.950,00 €
Segunda-feira, Janeiro 16, 2012
O sec. XX português em imagens
Para quem tenha curiosidade em ver imagens da nossa história mais ou menos recente recomendo "RESTOS DE COLECÇÃO", com os parabéns e o agradecimento ao autor. (para aqueles que não o reconheceram, este senhor aqui em cima com ar de nazi é Marcelo Caetano, sucessor de Salazar como Primeiro Ministro, e que foi apeado no 25 de Abril de 74)
Domingo, Janeiro 15, 2012
Sábado, Janeiro 14, 2012
As palavras já nem parecem as mesmas
Desconheço o autor deste texto que encontrei por aí, e uma rápida procura na net diz-me que já foi publicado em vários blogs. Publico-o aqui também não para ser mais um mas apenas porque gostei e para chatear uns parvos que o acharam racista e xenófobo. Siga...
"Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.
De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.
Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.
São muitos anos de convívio.
Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.
Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: - não te esqueças de mim!
Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.
E agora as palavras já nem parecem as mesmas.
O que é ser proativo?
Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.
Caíram hifenes e entraram RRR's que andavam errantes.
É uma união de facto, e para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.
Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa (^^^) chapéu.
E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.
Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos.
Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.
Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.
Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.
Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSS ...?!?! ?
Os ingleses não o fizeram, os franceses desde 1700 que não mexem na sua língua e porquê nós?
Ou atão deichemos que os 35 por cento de anal fabetos afroamaricanos fassão com que a nova ortografia imponha se bué depréça!"
Sexta-feira, Janeiro 13, 2012
os políticos
Os políticos podem não ser capazes de resolver os problemas do nosso mundo mas, como temos visto, podem agravá-los de um modo muito significativo.
Manuel Maria Carrilho
Quinta-feira, Janeiro 12, 2012
Grão de bico contra a crise
Depois de um mail amigo me chamar a atenção e de uma espreitadela na net cheguei à conclusão que se uma dieta de grão de bico não resolve a crise pode talvez ajudar a suporta-la. Não sei mesmo se a boa disposição dos moçambicanos não se deve à quantidade de bajias (pastéis de grão) que se consomem nas ruas de Maputo.
Terça-feira, Janeiro 03, 2012
Segunda-feira, Janeiro 02, 2012
Sexta-feira, Dezembro 23, 2011
Uma pena
...afinal, depois de ver o filme até ao fim percebi que Mr. Bloom estava a falar para uma plateia vazia. Uma pena!
Quinta-feira, Dezembro 22, 2011
2011
"O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros”. (Confúcio)
"Observando Portugal, não poderia estar mais cheio de razão. O ano teve um culpado no começo, José Sócrates. Continuou com culpados diversos: os mercados, a Grécia, a Alemanha, os especuladores. Mas nenhum destes senhores, entidades, países ou fantasmas se chegou à frente para assumir responsabilidades. No fim, como no começo, parece que a culpa é nossa, de cada um de nós, individualmente, que teremos tido a ousadia e audácia de acreditar, por momentos, no que nos disseram os governantes, os programas dos partidos, os “sinais” da economia. Somos os culpados de termos acreditado nesta gente toda, que agora nos diz que teremos de pagar pelos erros, enganos e mentiras que nos andaram a oferecer envenenada e falsamente."
Pedro Rolo Duarte
"Observando Portugal, não poderia estar mais cheio de razão. O ano teve um culpado no começo, José Sócrates. Continuou com culpados diversos: os mercados, a Grécia, a Alemanha, os especuladores. Mas nenhum destes senhores, entidades, países ou fantasmas se chegou à frente para assumir responsabilidades. No fim, como no começo, parece que a culpa é nossa, de cada um de nós, individualmente, que teremos tido a ousadia e audácia de acreditar, por momentos, no que nos disseram os governantes, os programas dos partidos, os “sinais” da economia. Somos os culpados de termos acreditado nesta gente toda, que agora nos diz que teremos de pagar pelos erros, enganos e mentiras que nos andaram a oferecer envenenada e falsamente."
Pedro Rolo Duarte
Quarta-feira, Dezembro 21, 2011
Exmo Senhor Primeiro Ministro
Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome "de guerra". Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados.
Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui. Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas. Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer.
Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais dificil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido.
Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. "És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro." - disseram-me - "Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção". Fiquei.
Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. "Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom curriculo, arranjarei trabalho num instante". Não arranjei. Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira 'congelada'. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como "nativa". Tinha como ordenado 'fixo' 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso. O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas...
Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci - felizmente! - também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor.
Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso. Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.
Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos. Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar...
Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos? Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores - e cada vez mais raros - valores: um ser humano em formação.
Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.
Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro.
E como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.
Myriam Zaluar, 19/12/2011
(carta encontrada algures na net)
Segunda-feira, Dezembro 19, 2011
Sábado, Dezembro 17, 2011
Sexta-feira, Dezembro 16, 2011
Quinta-feira, Dezembro 15, 2011
Quarta-feira, Dezembro 14, 2011
Private post
Ver mapa maior “Waco Kungo Airport” (6 ou 7 km a norte do aeroporto fica Waco Kungo cidade, ex Santa Comba). Cerca de 1 km a norte da pista do aeroporto corre uma estrada em diagonal no sentido leste-oeste com uma inclinação de cerca de 20 º. Seguir essa estrada para a esquerda, no sentido oeste. A estrada entretanto flecte para norte até à “Central de Bombagem”. Em linha recta, cerca de 10 km para oeste da Central de Bombagem fica Massango, já para lá do rio Queve. Mais ou menos a meio desses 10 km, ligeiramente a norte, está a ex-nossa linda Fazenda Sta Eulália (44) nome dado pelo meu Pai em homenagem à aldeia onde nasceu a minha Mãe no Alentejo.
É fácil de localizar porque nas redondezas não se vêem árvores mais frondosas, um legado dos nossos Pais que com o seu bom gosto e espírito romântico plantaram imensas a rodear as casas e toda a fazenda, cedros sobretudo, e araucárias também. A nossa casa, ou o que resta dela, ainda se vê entre as árvores do lado de baixo da estrada, assim como o tanque de água redondo que nos servia de piscina, poucos metros à direita. Do outro lado, mesmo em frente, havia um grande armazém, um aviário e um estábulo. Destes dois ainda se vislumbram as ruínas... E calo-me aqui para não chorar.
(cerca de 3 km em linha recta para direita da nossa casa pode ver-se a fazenda dos Garuti, arranjadinha e com aspecto de estar em perfeita laboração, o que me dá grande satisfação)
Terça-feira, Dezembro 13, 2011
Eu queria ver o Mundo
"Eu queria ver o Mundo fora da perspectiva egocêntrica europeia. Podia ter escolhido a Ásia ou a América do Sul, mas acabei por escolher África apenas porque o bilhete do avião era mais barato.
Vim e fiquei. E por cerca de 25 anos vivi com um pé dentro e outro fora de Moçambique. O tempo passou, e hoje já não sou mais um jovem, de facto, aproximo-me da velhice. Mas a razão porque vivi toda a minha vida com um pé nas areias de África e o outro na neve europeia, na melancólica região de Norrland na Suécia, onde cresci, tem a ver com a vontade de ver claro e de compreender.
A maneira mais simples de explicar o que aprendi da minha vivência em África é através da parábola acerca do porquê dos seres humanos terem dois ouvidos mas só uma língua. Porquê? Provavelmente porque devemos ouvir duas vezes mais do que falar.
Em África, ouvir é um princípio de conduta. Princípio esse que foi perdido no constante tagarelar no mundo ocidental, onde ninguém parece ter tempo nem mesmo interesse para ouvir o outro. Da minha própria experiência, reparei quão rápido tinha que responder a perguntas durante uma entrevista na TV há uns anos atrás. É como se tivéssemos perdido completamente a capacidade de ouvir. Falamos, falamos, e acabamos por ficar com medo do silêncio, refúgio de quem procura serenamente uma resposta.Tenho idade para me lembrar de quando a literatura Sul Americana emergiu na consciência popular e mudou para sempre a nossa visão da condição humana e do que significa ser-se humano. Agora acho que chegou a vez de África. Por toda a parte, gente do continente Africano escreve e conta histórias. Em breve a literatura africana explodirá na cena mundial, tal como há uns anos a literatura sul americana explodiu quando Gabriel Garcia Marques e outros lideraram uma tumultuosa e emocionante revolta contra uma verdade arreigada. Em breve uma torrente literária Africana oferecerá uma nova prespectiva da condição humana. O autor moçambicano Mia Couto, por exemplo, criou um realismo mágico que mistura a linguagem escrita com a grande tradição oral de África. Se formos capazes ouvir, iremos descobrir que muitas narrativas africanas estão estruturadas de forma completamente diferente do que estamos habituados. Estou certamente a simplificar, ainda que todos saibam que é verdade o que afirmo. A literatura ocidental é normalmente linear, vai do princípio para o fim sem grandes digressões no espaço e no tempo. Não é este o caso em África. Em lugar de uma narrativa linear, em África existe uma livre e exuberante forma de contar historias que avança e recua no tempo, juntando o passado e o presente. Alguém que tenha morrido há muito tempo pode intervir numa conversa entre duas pessoas bem vivas. Isto é só um exemplo. Os nómadas que ainda existem no deserto o Kalaari contam Histórias uns aos outros durante as suas deambulações diárias em busca de raízes comestíveis e animais para caçar. Muitas vezes contam mais que uma história ao mesmo tempo. Por vezes três ou quatro histórias correm em paralelo. Mas antes de regressarem o local onde passarão a noite, as histórias são ligadas, ou separadas para sempre, mas a todas é dado um fim.
Há uns anos atrás, estava eu sentado num banco de rua frente ao Teatro Avenida em Maputo, onde trabalhava como conselheiro artistico. Estava um dia muito quente, tinhamos feito uma pausa nos ensaios e saído para a rua na esperança que passasse uma brisa fresca. O ar condicionado do Teatro há muito que deixara de funcionar. Dois velhos africanos estavam também sentados comigo naquele banco, havia lugar para os três. Em África as pessoas partilham mais do que um copo de água com um grande espírito de irmandade. Mesmo em tempos difíceis as pessoas são generosas. Ouvi então os dois homens que falavam de um terceiro que tinha morrido há pouco tempo, e um deles dizia, “Eu visitei-o em sua casa, e ele começou a contar-me uma história interessante que lhe tinha acontecido quando ainda era jovem. Mas era uma história longa. A noite veio e decidimos que eu deveria voltar no dia seguinte para ouvir o resto da história. Quando eu voltei ele tinha morrido” O outro estava em silêncio. E eu decidi não me levantar do banco enquanto o homem não respondesse ao que tinha ouvido. Tive a impressão que assunto era importante. Finalmente ele falou. “Não é uma boa maneira de morrer - antes de teres contado o fim da tua história” Ao ouvir aqueles dois homens, dei por mim a pensar que a designação para a nossa espécie não devia ser Homo sapiens mas Homo narrants, ser que narra histórias. O que nos diferencia dos animais é podermos escutar os sonhos uns dos outros, os medos, as alegrias, as tristezas, os desejos e fracassos, e os outros pelo seu lado poderem ouvir os nossos também. Muita gente comete o erro de confundir informação com conhecimento. Não são a mesma coisa. Conhecimento envolve interpretação da informação. Conhecimento implica ouvir. Então, se eu estou certo que nós somos criaturas contadoras de histórias, apesar de nos permitirmos estar calados de vez em quando, a narrativa eterna continua. Muitas palavras serão escritas no vento e na areia da praia, ou publicadas num qualquer obscuro “site”. Mas o contador de histórias continuará, até que o último ser humano pare de as escutar. Poderemos então enviar a grande crónica da Humanidade por o Universo infinito. Quem sabe? Talvez lá esteja alguém desejando escutar..." Henning Mankell
Quarta-feira, Dezembro 07, 2011
Desde os anos 80, quando conheci Laurie Andersen, que não ouvia música tão estimulante nem tão inovadora.
Charles Spearin, um canadiano a seguir com atenção.
Sexta-feira, Dezembro 02, 2011
Serge Latouche
Nacido en Vannes (Francia) hace 70 años, ante un público que le escuchaba sentado hasta en los pasillos de acceso al salón de actos del Colegio Mayor Larraona de Pamplona, subrayaba ayer noche que el actual ritmo de crecimiento económico mundial es tan insostenible como el deterioro y la falta de recursos en el planeta.
Invitado por el colectivo Dale Vuelta-Bira Beste Aldera, y bajo el título de su conferencia El decrecimiento, ¿una alternativa al capitalismo? , reclamó que la sociedad establezca una autolimitación de su consumo y de la explotación medioambiental. Desde su punto de vista no se trata de plantear una involución sino acoplar la velocidad de gasto de los recursos naturales con su regeneración.
Especialista en relaciones económicas Norte / Sur, premio europeo Amalfi de sociología y ciencias sociales, su movimiento decrecentista, nacido en los años 70 y extendido en Francia, defiende la sobriedad en la vida y la preservación de los recursos naturales antes de su agotamiento. A su juicio, si el decrecimiento no es controlado "el decrecimiento que ya estamos experimentando" será consecuencia del hundimiento de una forma de capitalismo insostenible, y además será desmesurado y traumático.
Una bomba semántica. Afirma Serge Latouche que el término decrecimiento es un eslogan, "una bomba semántica provocada para contrarrestar la intoxicación del llamado desarrollo sostenible", una forma de pensamiento, la sostenibilidad, extendida por el economicismo liberal de los años ochenta, y que propicia pagar por todo, "por ejemplo, en el caso del trigo, obliga a pagar por los excedentes, por su almacenamiento y también hay que pagar por destruir los sobrantes". "Deberíamos hablar de A-crecimiento", dijo como una invitación hacia la reflexión sobre nuestro estilo de vida, incluso sobre la exhibición de los superfluo y el enriquecimiento desmesurado.
Desde su punto de vista "vivimos fagotizados por la economía de la acumulación que conlleva a la frustración y a querer lo que no tenemos y ni necesitamos", lo cual, afirma, conduce a estados de infelicidad. "Hemos detectado un aumento de suicidios en Francia en niños", agregó, para aludir más adelante a la concesión por parte de los bancos de créditos al consumo a personas sin sueldo y patrimonio como sucedió en Estados Unidos en el inicio de la crisis económica mundial. Para el profesor Latouche, "la gente feliz no suele consumir".
Sus números como economista aseguran que le dan la razón: cada año hay más habitantes en el planeta a la vez que disminuyen los recursos, sin olvidar que consumir significa producir residuos y que el impacto ambiental de un español equivale a 2,2 hectáreas, y que cada año se consumen 15 millones de hectáreas de bosque "esenciales para la vida". "Y si vivimos a este ritmo es porque África lo permite", subrayó. Para el profesor Latouche, cual cualquier tipo de escasez, alimentaria o de petróleo, conducirá a la pobreza de la mayoría y al mayor enriquecimiento de las minorías representadas en la grandes compañías petroleras o agroalimentarias.
Trabajar menos y producir de forma inteligente. Tachado por sus detractores de ingenuo, postuló trabajar menos y repartir el empleo, pero trabajar menos para vivir y cultivar más la vida, insistió. Desde un proyecto que calificó como "ecosocialista", además de consumir menos, la sociedad debería consumir mejor, para lo cual propuso producir cerca de donde se vive y de forma ecológica para evitar que por cualquier puesto fronterizo entre España y Francia circulen hasta 4.000 camiones a la semana "con tomates de Andalucía cruzándose con tomates holandeses". Finalizó con una alabanza al estoicismo representado en España por Séneca: "No se obtiene la felicidad si no podemos limitar nuestros deseos y necesidades".
Terça-feira, Novembro 22, 2011
Será que será?
A banca no poder, ou o poder da banca.
As substituições de Georges Papandreou por Lucas Papademos e de Berlusconi por Mario Monti foram na realidade dois golpes de estado de um novo género, sem tiros, sem sangue, orquestrados pelos mercados financeiros.
O método é simples: criar uma enorme pressão sobre as taxas de juros das dívidas dos países visados, o que desencadeia uma enorme instabilidade política, e por fim, apresentar um tecnocrata para tomar conta dos destinos do país.
Estes golpes de estado não são perpetrados por um grupo político ou pelas forças armadas. As mudanças de chefias políticas são apresentadas como uma necessidade em consequência da engrenagem da desconfiança dos mercados sobre a capacidade de certos países em pagar as dívidas.
Ultrapassando as instâncias democráticas dos respectivos países, são então instalados no poder pessoas ligadas aos grandes grupos financeiros mundiais. Mario Monti está ligado ao Goldman Sachs, assim como Mario Draghi recentemente eleito presidente do Banco Central Europeu. Lucas Papademos foi governador do Banco da Grécia durante a falsificação da dívida grega pelo Goldman Sachs. Todos são membros da Comissão Trilateral ou do clube de Bilderberg.
Actualmente, os lugares-chave do poder na Europa estão nas mãos do Goldman Sachs. Como chegaram a esses cargos? Com que meios e com que fim? Salvar os Estados Unidos à custa dos europeus?
E Portugal?
Em Portugal, daqui por umas semanas ou meses, pode muito bem vir a acontecer o mesmo. Perante a fraca liderança de Passos Coelho e a fraca alternativa política de António José Seguro, e com o crescente agravamento da crise financeira portuguesa, pode vir a ser imposto a Portugal um homem de confiança da banca.
Esse homem poderá ser António Borges. Tem todos os requisitos: para além de ter sido vice-governador do Banco de Portugal, é actualmente director do Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional e sobretudo foi vice-presidente do Conselho de Administração do Banco Goldman Sachs International em Londres, entre 2000 e 2008.
António Borges é membro do clube de Bilderberg, tendo participado nas reuniões de 1997 e de 2002. Também é membro da Comissão Trilateral.
Curiosamente, ou não, decorreu de 11 a 13 de Novembro, a reunião anual da Trilateral para Zona Europeia em Haia na Holanda.
Entretanto, António Borges pediu a demissão do FMI.
O trabalho dele está feito, António Borges estabeleceu a ponte entre o ppd/psd/cds e o FMI, no sentido de levar o anterior governo a ter que pedir "ajuda" á troika da qual o FMI faz parte, que culminou com a rejeição do PEC IV e a consequente queda do governo, de modo que o governo anterior caiu, realizaram-se novas eleições, o psd/cds ganhou, formou governo, o programa da troika foi aprovado, orçamento aprovado, logo o lugar do dirigente do ppd/psd no FMI está esgotado, daí a sua normal demissão.~
Todos aqueles que consciente ou inconscientemente contribuíram para esta situação, com os constantes ataques ao governo anterior eleito democraticamente, mas que os partidários de António Borges sempre contestaram, quer com ataques pessoais, quer com as calúnias inventadas, só com o intuito de branquear os roubos efectivamente levados a cabo pelos partidários do actual poder, como ainda agora se veio a confirmar, mais duas prisões, a de Duarte Lima e o seu filho, que até nada têm a ver com o caso Feteira, mas sim ligado ao BPN e IPO, tendo em linha de conta que o rosário ainda mal começou a ser desfiado, muitos mais casos irão aparecer e o povo, pacato como é, paga!
Disso não tenhamos dúvidas, seria bom que esses fizessem o exame de contrição, mas a cegueira politica é tão grande, os caciques são tantos, os interesses instalados são aos milhares, que está tudo feito para que aconteça o que aconteceu na Grécia, na Itália, irá acontecer na Espanha e assim sucessivamente noutros paises, Portugal não escapará a mais este desígnio.
(Texto de autor desconhecido)



e ninguém lhe diz?
... e você?






















