MAPUTO from Calvin Stables on Vimeo.
Segunda-feira, Abril 22, 2013
Terça-feira, Janeiro 29, 2013
Quarta-feira, Janeiro 23, 2013
António Costa
"A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.
E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável.
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer? podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."
Sábado, Janeiro 12, 2013
Quinta-feira, Janeiro 10, 2013
"Salvem os homens"
.... Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor e muitos problemas!
O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho.
Tive apenas 1 exemplar em casa , que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo , (1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:
1. Habitat Homem não pode ser mantido em cativeiro. Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro. Deixe ele solto, não ligue para perturbar e não cobre nada dele. Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem , o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho, amor e sexo.
2. Alimentação correta Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida, bebida e sexo. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã os mantém viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial, fazer uma bela massagem. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.
3. Carinho Também faz parte de seu cardápio - homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor. Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.
4. Respeite a natureza Você não suporta trabalho em casa? Cerveja ? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros? Case-se com uma Mulher. Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação, Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.
5. Não anule sua origem O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apóie.
6. Cérebro masculino não é um mito Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade. Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens. Não faça sombra sobre ele.... Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma. E também não queira ser HOMEM. Se coloque em seu lugar. Mulher que fica tomando atitudes de homens FICA SÓ. Você já viu alguma mulher milionária bem acompanhada? Só se estiver pagando para ter um homem ao seu lado. E se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor! Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom! Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre. Com carinho, Fernanda Montenegro
1. Habitat Homem não pode ser mantido em cativeiro. Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro. Deixe ele solto, não ligue para perturbar e não cobre nada dele. Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem , o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho, amor e sexo.
2. Alimentação correta Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida, bebida e sexo. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã os mantém viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial, fazer uma bela massagem. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.
3. Carinho Também faz parte de seu cardápio - homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor. Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.
4. Respeite a natureza Você não suporta trabalho em casa? Cerveja ? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros? Case-se com uma Mulher. Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação, Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.
5. Não anule sua origem O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apóie.
6. Cérebro masculino não é um mito Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade. Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens. Não faça sombra sobre ele.... Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma. E também não queira ser HOMEM. Se coloque em seu lugar. Mulher que fica tomando atitudes de homens FICA SÓ. Você já viu alguma mulher milionária bem acompanhada? Só se estiver pagando para ter um homem ao seu lado. E se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor! Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom! Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre. Com carinho, Fernanda Montenegro
Sábado, Janeiro 05, 2013
um texto de Fernanda Câncio
Shakespeare, lembrava ontem Rui Pereira no Correio da Manhã, pôs a verdade na boca de um bobo. Podia também ter escrito que não há fúria na terra como a dos jornalistas gozados.
Sim, o sentido de humor faz muita falta. Se o usássemos mais veríamos como esta parábola do Artur nos faz o retrato, na sua genial redução ao absurdo. Com o seu "nós lá na ONU" e o seu discurso ouvido com reverência e sem contraditório, Artur faz alguma diferença de António (Borges) e o seu 'nós lá na Goldman Sachs" ou "nós lá no FMI", o "nós lá na troika" de Abebe (Selassie), ou o "nós lá no BCE" de Vítor (Gaspar)? Num caso é falso e nos outros é verdade, direis. Mas é o lugar de onde se fala que conta, ou o sentido que faz o que se diz, sua verdade e efeito?
Que o que o Artur dizia são disparates, ouvimos agora. Admitamos que sim; que é "o que as pessoas querem ouvir", como ontem o diretor do Diário Económico, António Costa, afirmava no Twitter. Mas há dois anos, quando os media clamavam pelo pedido de resgate para a seguir cantarem loas às "soluções" e ditados da troika, e logo depois, durante a campanha eleitoral, repetirem, sem a questionar, a conversa das "gorduras do Estado", era de quê, factos indesmentíveis, que ninguém queria ouvir, que se tratava? Onde estavam os jornalistas económicos quando PSD e CDS juravam que, uma vez no poder, bastaria "cortar no supérfluo" e nada de aumentar impostos, nada de fechar centros de saúde, escolas, racionalizar o Estado, tudo isso que o Governo anterior fazia, claro, por pura maldade? E onde estão agora, que até o Pedro admite ser a generalidade da despesa do Estado com prestações e serviços sociais, os reconhecimentos de terem sido levados ao engano, os mea culpa por não terem feito "o trabalho de casa"? Onde estão as acusações de burla e os apodos de burlão a quem vendeu a história falsa?
Difícil encontrar hoje um analista ou jornalista que não faça pouco das previsões do Vitor, não é? Mas quem não se recorda de ter sido apresentado como "um técnico brilhante e apolítico", "uma infalível máquina de contas", e a sua austeridade como "o único caminho"? E já não se lembram de como o Pedro era "um homem sério", "sensato", "bem falante" (!), que "não enganava ninguém", e o Álvaro um brilhante académico que trazia do Canadá a saída para todos os problemas?
Artur mentiu, arranjou uns cartões falsos, pretendeu ser autor de um estudo que não é dele e pertencer a uma organização prestigiada que, de resto, nada faz - para não variar da sua atitude geral - para se defender de tal reivindicação. E assim fez discursos, deu entrevistas e chegou à TV. Foi uma bela partida; se fosse a ele fazia disto tese académica ou reportagem, com o título "Como enganei os media portugueses, como são fáceis de enganar, e como enganam quem os consome". Às tantas ganha o Pulitzer. Merece. Até porque, ao contrário dos outros burlões, e tantos são, não nos fez mal algum.
Sim, o sentido de humor faz muita falta. Se o usássemos mais veríamos como esta parábola do Artur nos faz o retrato, na sua genial redução ao absurdo. Com o seu "nós lá na ONU" e o seu discurso ouvido com reverência e sem contraditório, Artur faz alguma diferença de António (Borges) e o seu 'nós lá na Goldman Sachs" ou "nós lá no FMI", o "nós lá na troika" de Abebe (Selassie), ou o "nós lá no BCE" de Vítor (Gaspar)? Num caso é falso e nos outros é verdade, direis. Mas é o lugar de onde se fala que conta, ou o sentido que faz o que se diz, sua verdade e efeito?
Que o que o Artur dizia são disparates, ouvimos agora. Admitamos que sim; que é "o que as pessoas querem ouvir", como ontem o diretor do Diário Económico, António Costa, afirmava no Twitter. Mas há dois anos, quando os media clamavam pelo pedido de resgate para a seguir cantarem loas às "soluções" e ditados da troika, e logo depois, durante a campanha eleitoral, repetirem, sem a questionar, a conversa das "gorduras do Estado", era de quê, factos indesmentíveis, que ninguém queria ouvir, que se tratava? Onde estavam os jornalistas económicos quando PSD e CDS juravam que, uma vez no poder, bastaria "cortar no supérfluo" e nada de aumentar impostos, nada de fechar centros de saúde, escolas, racionalizar o Estado, tudo isso que o Governo anterior fazia, claro, por pura maldade? E onde estão agora, que até o Pedro admite ser a generalidade da despesa do Estado com prestações e serviços sociais, os reconhecimentos de terem sido levados ao engano, os mea culpa por não terem feito "o trabalho de casa"? Onde estão as acusações de burla e os apodos de burlão a quem vendeu a história falsa?
Difícil encontrar hoje um analista ou jornalista que não faça pouco das previsões do Vitor, não é? Mas quem não se recorda de ter sido apresentado como "um técnico brilhante e apolítico", "uma infalível máquina de contas", e a sua austeridade como "o único caminho"? E já não se lembram de como o Pedro era "um homem sério", "sensato", "bem falante" (!), que "não enganava ninguém", e o Álvaro um brilhante académico que trazia do Canadá a saída para todos os problemas?
Artur mentiu, arranjou uns cartões falsos, pretendeu ser autor de um estudo que não é dele e pertencer a uma organização prestigiada que, de resto, nada faz - para não variar da sua atitude geral - para se defender de tal reivindicação. E assim fez discursos, deu entrevistas e chegou à TV. Foi uma bela partida; se fosse a ele fazia disto tese académica ou reportagem, com o título "Como enganei os media portugueses, como são fáceis de enganar, e como enganam quem os consome". Às tantas ganha o Pulitzer. Merece. Até porque, ao contrário dos outros burlões, e tantos são, não nos fez mal algum.
Sábado, Dezembro 22, 2012
Sobre a Vírgula
Muito bonita a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Vírgula pode ser uma pausa... ou não. Não, espere. Não espere.. Ela pode sumir com seu dinheiro. 23,4. 2,34. Pode criar heróis.. Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve. Ela pode ser a solução. Vamos perder, nada foi resolvido. Vamos perder nada, foi resolvido. A vírgula muda uma opinião. Não queremos saber. Não, queremos saber. A vírgula pode condenar ou salvar. Não tenha clemência! Não, tenha clemência! Uma vírgula muda tudo. ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação. Detalhes Adicionais: COLOQUE UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE: SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA. * Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER... * Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM... |
Domingo, Dezembro 09, 2012
CARTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL
Exmo.
Senhor
Primeiro
Ministro
Hesitei
muito em
dirigir-lhe
estas
palavras, que
mais não dão
do que uma
pálida ideia
da onda de
indignação que
varre o país,
de norte a
sul, e de
leste a oeste.
Além do mais,
não é meu
costume nem
vocação
escrever
coisas de
cariz
político, mais
me inclinando
para o pelouro
cultural. Mas
há momentos em
que, mesmo que
não vamos nós
ao encontro da
política, vem
ela,
irresistivelmente,
ao nosso
encontro. E,
então, não há
que fugir-lhe.
Para
ser
inteiramente
franco,
escrevo-lhe,
não tanto por
acreditar que
vá ter em V.
Exa. qualquer
efeito – todo
o vosso
comportamento,
neste primeiro
ano de
governo,
traindo,
inescrupulosamente,
todas as
promessas
feitas em
campanha
eleitoral, não
convida à
esperança numa
reviravolta! –
mas, antes,
para ficar de
bem com a
minha
consciência.
Tenho 82 anos
e pouco me
restará de
vida, o que
significa que,
a mim, já
pouco mal
poderá
infligir V.
Exa. e o algum
que me inflija
será sempre de
curta duração.
É aquilo a que
costumo chamar
“as vantagens
do túmulo” ou,
se preferir, a
coragem que dá
a proximidade
do túmulo.
Tanto o que me
dê como o que
me tire será
sempre de
curta duração.
Não será,
pois, de mim
que falo,
mesmo quando
use, na frase,
o “odioso eu”,
a que aludia
Pascal.
Mas
tenho, como
disse, 82
anos, e,
portanto, uma
alongada e bem
vivida
experiência da
velhice – da
minha e da dos
meus amigos e
familiares. A
velhice é um
pouco – ou é
muito – a
experiência de
uma contínua e
ininterrupta
perda de
poderes.
“Desistir é a
derradeira
tragédia”,
disse um
escritor pouco
conhecido.
Desistir é
aquilo que vão
fazendo, sem
cessar, os que
envelhecem.
Desistir,
palavra
horrível.
Estamos no
verão, no
momento em que
escrevo isto,
e acorrem-me
as palavras
tremendas de
um grande
poeta inglês
do século XX
(Eliot): “Um
velho, num mês
de secura”...
A velhice,
encarquilhando-se,
no meio da
desolação e da
secura. É para
isto que
servem os
poetas: para
encontrarem,
em poucas
palavras, a
medalha eficaz
e definitiva
para uma
situação, uma
visão, uma
emoção ou uma
ideia.
A
velhice,
Senhor
Primeiro
Ministro, é,
com as dores
que arrasta –
as físicas, as
emotivas e as
morais – um
período bem
difícil de
atravessar. Já
alguém a
definiu como o
departamento
dos doentes
externos do
Purgatório. E
uma grande
contista da
Nova Zelândia,
que dava pelo
nome de
Katherine
Mansfield, com
a afinada
sensibilidade
e sabedoria da
vida, de que
V. Exa. e o
seu governo
parecem ter
défice,
observou, num
dos contos
singulares do
seu belíssimo
livro
intitulado The
Garden Party:
“O velho Sr.
Neave
achava-se
demasiado
velho para a
primavera.”
Ser velho é
também isto:
acharmos que a
primavera já
não é para
nós, que não
temos direito
a ela, que
estamos a
mais, dentro
dela... Já foi
nossa, já, de
certo modo,
nos definiu.
Hoje, não.
Hoje, sentimos
que já não
interessamos,
que, até,
incomodamos.
Todo
o discurso
político de V.
Exas., os do
governo, todas
as vossas
decisões
apontam na
mesma
direcção:
mandar-nos
para o cimo da
montanha,
embrulhados em
metade de uma
velha manta, à
espera de que
o urso
lendário (ou o
frio) venha
tomar conta de
nós.
Cortam-nos
tudo, o
conforto, o
direito de nos
sentirmos, não
digo amados
(seria muito),
mas, de algum
modo,
utilizáveis:
sempre temos
umas pitadas
de sabedoria
caseira a
propiciar aos
mais
estouvados e
impulsivos da
nova casta que
nos assola.
Mas não.
Pessoas, como
eu, estiveram,
até depois dos
65 anos, sem
gastar um
tostão ao
Estado, com a
sua saúde ou
com a
faltadela.
Sempre, no
entanto,
descontando
uma fatia
pesada do seu
salário, para
uma ADSE, que
talvez nos
fosse útil,
num período de
necessidade,
que se foi
desejando
longínquo.
Chegado, já
sobre o tarde,
o momento de
alguma
necessidade,
tudo nos é
retirado, sem
uma atenção,
pequena que
fosse, ao
contrato
anteriormente
firmado. É
quando mais
necessitamos,
para lutar
contra a
doença, contra
a dor e contra
o isolamento
gradativamente
crescente, que
nos
constituímos
em alvo
favorito do
tiroteio
fiscal:
subsídios (que
não passavam
de uma forma
de disfarçar a
incompetência
salarial),
comparticipações
nos custos da
saúde,
actualizações
salariais –
tudo pela
borda fora.
Incluindo,
também, esse
papel
embaraçoso que
é a
Constituição,
particularmente
odiada por
estes novos
fundibulários.
O que é
preciso é
salvar os
ricos, os
bancos, que
andaram a
brincar à Dona
Branca com o
nosso dinheiro
e as empresas
de tubarões,
que enriquecem
sem arriscar
um cabelo, em
simbiose
sinistra com
um Estado que
dá o que não é
dele e paga o
que diz não
ter, para que
eles
enriqueçam
mais, passando
a fruir o que
também não é
deles, porque
até é nosso.
Já
alguém,
aludindo à
mesma falta de
sensibilidade
de que V. Exa.
dá provas, em
relação à
velhice e aos
seus poderes
decrescentes e
mal apoiados,
sugeriu, com
humor ferino,
que se
atirassem os
velhos e os
reformados
para asilos
desguarnecidos
, situados, de
preferência,
em andares
altos de
prédios muito
altos: de um
14º andar,
explicava, a
desolação que
se comtempla
até passa por
paisagem. V.
Exa. e os do
seu governo
exibem uma
sensibilidade
muito, mas
mesmo muito,
neste gosto.
V. Exas.
transformam a
velhice num
crime punível
pela medida
grande. As
políticas
radicais de V.
Exa, e do seu
robôtico
Ministro das
Finanças -
sim, porque a
Troika
informou que
as políticas
são vossas e
não deles... –
têm levado a
isto: a uma
total
anestesia das
antenas
sociais ou
simplesmente
humanas, que
caracterizam
aqueles
grandes
políticos e
estadistas que
a História não
confina a
míseras notas
de pé de
página.
Falei
da velhice
porque é o
pelouro que,
de momento,
tenho mais à
mão. Mas o
sofrimento
devastador,
que o
fundamentalismo
ideológico de
V. Exa. está
desencadear
pelo país
fora, afecta
muito mais do
que a fatia
dos velhos e
reformados.
Jovens sem
emprego e sem
futuro à
vista, homens
e mulheres de
todas as
idades e de
todos os
caminhos da
vida – tudo é
queimado no
altar
ideológico
onde arde a
chama de um
dogma cego à
fria realidade
dos factos e
dos
resultados.
Dizia Joan
Ruddock não
acreditar que
radicalismo e
bom senso
fossem
incompatíveis.
V. Exa. e o
seu governo
provam que o
são: não há
forma de
conviverem
pacificamente.
Nisto, estou
muito de
acordo com a
sensatez do
antigo
ministro
conservador
inglês,
Francis Pym,
que teve a
ousadia de
avisar a
Primeira
Ministra
Margaret
Thatcher (uma
expoente do
extremismo
neoliberal),
nestes termos:
“Extremismo e
conservantismo
são termos
contraditórios”.
Pym pagou, é
claro, a
factura: se a
memória me não
engana, foi o
primeiro
membro do
primeiro
governo de
Thatcher a ser
despedido, sem
apelo nem
agravo. A
“conservadora”
Margaret
Thatcher –
como o
“conservador”
Passos Coelho
– quis
misturar água
com azeite,
isto é,
conservantismo
e extremismo.
Claro que não
dá.
Alguém
observava que
os americanos
ficavam muito
admirados
quando se
sabiam
odiados. É
possível que,
no governo e
no partido a
que V. Exa.
preside, a
maior parte
dos seus
constituintes
não se
aperceba bem
(ou,
apercebendo-se,
não
compreenda),
de que lavra,
no país, um
grande
incêndio de
ressentimento
e ódio. Darei
a V. Exa. – e
com isto
termino – uma
pista para um
bom
entendimento
do que se está
a passar.
Atribuíram-se
ao Papa
Gregório VII
estas
palavras: ”Eu
amei a justiça
e odiei a
iniquidade:
por isso,
morro no
exílio.” Uma
grande parte
da população
portuguesa,
hoje, sente-se
exilada no seu
próprio país,
pelo delito de
pedir mais
justiça e mais
equidade.
Tanto uma como
outra se
fazem, cada
dia, mais
invisíveis. Há
nisto, é
claro, um
perigo.
De
V. Exa.,
atentamente,
Eugénio
Lisboa
Quinta-feira, Novembro 29, 2012
Já leram o memorando da troika?
Já leram o memorando de entendimento com a troika, assinado por Portugal em Maio de 2011? Eu li, e em pé de página deixo o link para quem o quiser consultar, na sua tradução oficial. São 35 páginas, escritas num português desagradável e tecnocrático, que têm servido a este governo para justificar tudo.
Ainda ontem, com descaramento, um dirigente do PSD dizia que "este não era o Orçamento do PSD, mas sim da troika"! Ai sim? Então eu proponho a todos um breve exercício de leitura. Tentem descobrir, lendo o memorando, onde é que lá estão escritas as 4 medidas fundamentais pelas quais este governo vai entrar para história de Portugal!
Sim, tentem descobrir onde é que lá está escrito que se deve lançar uma sobretaxa no subsídio de Natal de todos os portugueses (decidida e executada em 2011); cortar os subsídios aos funcionários públicos e pensionistas (decidido e executado em 2012); alterar as contribuições para a TSU (anunciada e depois retirada em Setembro); ou mexer nas taxas e nos escalões do IRS, incluindo nova sobretaxa (anunciados no Orçamento para 2013), e definidos pelo próprio ministro das Finanças como "um aumento enorme de impostos"?
Sim, tentem descobrir onde estão escritas estas 4 nefastas medidas e verão que não estão lá, em lado nenhum. Ao contrário do que este Governo proclama, estas 4 medidas, as mais graves que o Governo tomou, não estão escritas no "memorando com a troika"! Portugal nunca se comprometeu com os seus credores a tomar estas 4 medidas! Elas foram, única e exclusivamente, "iniciativas" do Governo de Passos Coelho, que julgava atingir com elas certos objectivos, esses sim acordados com a "troika".
Porém, com as suas disparatadas soluções em 2011 e 2012, o Governo em vez de melhorar a situação piorou-a. Além de subir o IVA para vários sectores chave, ao lançar a sobretaxa e ao retirar os subsídios, o Governo expandiu a crise económica, e acabou com menos receita fiscal e um deficit maior do que tinha. Isto foi pura incompetência, e não o corolário de um "memorando de entendimento" onde não havia uma única linha que impusesse estes caminhos específicos!
Mais grave ainda, o Governo de Passos e Gaspar, sem querer admitir a sua incúria, quer agora obrigar o país a engolir goela abaixo "um enorme aumento de impostos", dizendo que ele foi imposto pela "troika".
Importa-se de repetir, senhor Gaspar? É capaz de me dizer onde é que está escrito no "memorando de entendimento" que em 2013 o IRS tem de subir 30 por cento, em média, para pagar a sua inépcia e a sua incompetência?
Era bom que os portugueses aprendessem a não se deixar manipular desta forma primária. Foram as decisões erradas deste Governo que, por mais bem intencionadas que fossem, cavaram ainda mais o buraco onde já estávamos metidos. E estes senhores agora, para 2013, ainda querem cavar mais fundo o buraco, tentando de caminho deitar as culpas para a "troika"?
Só me lembro da célebre frase de Luís Filipe Scolari: "e o burro sou eu?"
Para ler o memorando vá a: http://www.portugal.gov.pt/media/371372/mou_pt_20110517.pdf
(texto de Domingos Amaral)
Para ler o memorando vá a: http://www.portugal.gov.pt/media/371372/mou_pt_20110517.pdf
(texto de Domingos Amaral)
Sábado, Novembro 17, 2012
Angola levanta-se em defesa dos pobres portugueses
"Mário Soares não deu com a língua nos dentes nem escreveu um testamento sobre as violentas cargas policiais em frente à Assembleia Nacional, ruas limítrofes e Cais do Sodré. Dezenas de pessoas foram parar ao hospital, algumas gravemente feridas, devido às agressões dos agentes da polícia de choque. Francisco Louçã, o frade trapeiro da esquerda, não entrou no parlamento aos gritos, exigindo uma condenação contra o Governo Português por ter violado gravemente os direitos humanos nas ruas de Lisboa, a decrépita capital imperial.
As máfias organizadas da política à portuguesa ficaram em silêncio face à brutalidade policial. Alguns até elogiaram os agentes, por terem atacado à bruta e atirado para o hospital dezenas de portugueses que o único crime que cometeram foi manifestar a sua indignação. Não têm trabalho nem pão e ainda por cima o seu governo tira-lhes o pouco que resta para dar aos banqueiros nacionais e da Troika.
A RTP fez a cobertura dos acontecimentos mas escondeu parte da verdade. A SIC mostrou tudo mas sem filtro ou colou às imagens uma mensagem que deturpava a verdade dos factos. A TVI foi mais longe e às imagens associou palavras de um repórter que garantia aos telespectadores que os feridos mais graves foram feitos pelos próprios manifestantes! Os portugueses um dia destes regressam ao tempo em que os polícias davam tiros para o ar e acertavam nas partes baixas dos manifestantes. Os direitos humanos estão em perigo em Portugal e os angolanos não podem ficar em silêncio porque estamos a falar de um país que faz parte da CPLP.
Se há reuniões de emergência por causa da situação política e humanitária na Guiné-Bissau, é hora de convocar todos os líderes da comunidade para avaliar a situação dos direitos humanos em Portugal. É chocante ver agentes da polícia bater num idoso no chão, até lhe partirem a cabeça. Ou em mulheres que estavam a passar no local errado à hora errada. Ninguém pode ficar indiferente ao sangue que na quarta-feira correu em Lisboa.
Angola tem sido, sobretudo nos últimos dez anos, o baluarte da democracia e da liberdade na comunidade de países que falam a língua portuguesa. Num momento em que surgem visíveis sinais de violência sobre cidadãos indefesos, temos de cerrar fileiras e exigir que Portugal respeite os direitos humanos.
A polícia portuguesa devia vir a Luanda fazer uma formação com a nossa Política de Intervenção Rápida. Quando antes das eleições algumas dezenas de jovens, manipulados por partidos políticos que ainda têm o cordão umbilical ligado às máfias políticas em Portugal, fizeram manifestações de rua, tudo acabou de uma forma civilizada. Choveram pedras sobre os agentes da polícia e os seus carros. Mas tudo se resolveu com a detenção dos desordeiros. Depois de identificados foram para casa e alguns tiveram de responder no Tribunal de Polícia. Não houve agressões selváticas. Os direitos humanos foram respeitados. Os dos manifestantes e os de todos os outros.
Apesar da actuação profissional e civilizada dos agentes da Polícia Nacional, a RTP amplificou desalmadamente os acontecimentos. Dirigentes do Bloco de Esquerda exigiram a condenação do Executivo. A imprensa portuguesa entrou em delírio de aldrabices compulsivas. Houve um festival de ingerências nos assuntos internos de Angola.
Em Lisboa aconteceu um verdadeiro massacre sobre manifestantes indignados e as máfias fingem que não percebem o que aconteceu. Até os nossos políticos, tão sensíveis à liberdade de expressão, estão em silêncio. O Mário Crespo não entrevista o Rafael Marques nem o Filomeno Vieira Lopes.
O Justino Pinto de Andrade ficou calado só porque lhe deram a presidência do júri do prémio Maboque. Ninguém se levanta em defesa dos pobres portugueses que estão a morrer de fome."
(in JORNAL DE ANGOLA)
Terça-feira, Novembro 06, 2012
Eles acreditam em Deus e prometem governar em seu nome...
«Se a dupla Romney/Ryan ganhar a
eleição para a Casa Branca em Novembro próximo, vamos ter de
repensar o mundo como se estivéssemos nos primórdios do
século XX. Eles defendem que a «violação legítima» não deve
dar direito a abortar, assim como o incesto ou a malformação
do feto também não darão; eles defendem que só os maiores de 68
anos, doentes, têm direito a ser tratados pelo Estado,
gratuitamente; eles defendem que a taxa máxima de IRS deve
baixar de 35 para 26% e que, a partir de rendimentos de 200.000
dólares anuais, a taxa deve ser zero; eles defendem o abandono
da investigação e investimento nas energias limpas e a
aposta na intensificação da exploração de petróleo, no
Alasca, no off-shore e em qualquer zona protegida,
acompanhada de incentivos fiscais às petrolíferas (o mesmo
que o nosso Álvaro Pereira, que sepultou a indústria das
energias alternativas em troca de apostar nos poços de
petróleo nas traseiras do Mosteiro de Alcobaça); eles
defendem a perseguição aos imigrantes, o fim do seguro de
saúde público (o «Obamacare»), o fim das bolsas de estudo para
os jovens sem dinheiro para estudar, a desregulamentação
total do sistema financeiro e da grande indústria, o direito
inalienável de todos os cidadãos andarem armados e
dispararem livremente, a proclamação da capital de Israel
em Jerusalém, o reforço das despesas militares, e, de um modo
geral, a guerra aos árabes, russos, chineses e pretos. Eles
acreditam em Deus e prometem governar em seu nome, com um
programa de terrorismo social e de deboche económico que vai
fazer do idiota do George W. Bush um gajo porreiro.
Esta pobre gente americana,
formada politicamente nos chás da Tupperware e nas missas
dominicais dos pregadores locais, é o que poderemos ter, nos
próximos anos, entre nós, os europeus, e os chineses, se eles
ganharem as eleições de Novembro. Os mesmos, os mesmíssimos
imbecis que fizeram implodir a economia mundial em nome da
livre iniciativa, propõem-se resgatá-la com as mesmas
receitas levadas ao extremo de um auto-da-fé — e metade dos
americanos acredita neles. Como é que a América chegou aqui? E
como é que nós vamos atrás?»
(Miguel Sousa Tavares)
Domingo, Agosto 26, 2012
As eleições em Angola vistas por José Eduardo Agualusa (in Jornal Público)
"José
Eduardo dos Santos é um homem reservado e silencioso. Raras pessoas têm
acesso à sua intimidade. Menos ainda o terão ouvido falar, em privado,
sobre as suas ideias para o país ou a sua filosofia política.
Paradoxalmente, foi esta opacidade que lhe permitiu alcançar o poder
total em Angola. Ao falecer em Moscovo, a 10 de Setembro de 1979, Agostinho Neto deixou atrás de si um país em chamas. Não era só Angola que vivia uma guerra civil. O MPLA também. Na cadeia de São Paulo, em Luanda, e em campos de concentração espalhados por diversos pontos do território angolano, antigos militantes e dirigentes do MPLA, que se haviam oposto à liderança de Neto - dos simpatizantes de Nito Alves aos intelectuais da Revolta Activa -, partilhavam celas e desditas com os jovens da Organização Comunista de Angola, OCA, mercenários portugueses, ingleses e americanos, militares congoleses e sul-africanos, e gente da UNITA e da FNLA.
Eduardo dos Santos não foi escolhido por representar a facção mais forte. Ao contrário: foi escolhido por ninguém saber ao certo quem ele apoiava, ou poderia vir a apoiar.
Ainda hoje a sua posição relativamente ao 27 de Maio de 1977, o evento mais dramático da história de Angola após a Independência, é motivo de acesa controvérsia. O certo é que, poucos meses após assumir o cargo, libertou a maior parte dos presos políticos e acabou com os fuzilamentos. Mais tarde viria a nomear antigos simpatizantes de Nito Alves, os chamados "fraccionistas", para altos cargos no aparelho de Estado.
Tal opacidade, que poderia sugerir fraqueza de princípios, depressa se revelou uma virtude no escorregadio e perigoso palco da política angolana. José Eduardo dos Santos aprendeu a jogar com o silêncio, tornando-se um hábil manipulador. Sobreviveu ao "fraccionismo", à queda do Muro de Berlim, e à longa Guerra Civil. Resta saber se sobreviverá, ou por quanto tempo sobreviverá, à "democracia", que afirma, agora, defender.
As eleições previstas para o próximo dia 31, as terceiras desde que Angola alcançou a independência, em 1975, servem, sobretudo, "para inglês ver". José Eduardo dos Santos está no poder há 33 anos sem jamais ter sido eleito. Nas primeiras eleições, em 1992, o candidato do MPLA deveria ter disputado uma segunda volta, contra o seu principal adversário, Jonas Savimbi. Este, porém, recusou o resultado, e a guerra recomeçou. Nas segundas eleições, em Setembro de 2008, o MPLA venceu o pleito para as legislativas, obtendo mais de 80% dos votos. Contudo, ao contrário do que estava previsto, nunca se chegaram a realizar eleições presidenciais. Uma nova Constituição foi então aprovada, instituindo um regime que exclui eleições presidenciais. O Presidente da República, com um poder imenso, passa a ser o chefe do partido mais votado.
José Eduardo dos Santos precisa de uma vitória credível nestas eleições, de forma a legitimar o seu poder para o exterior. O crescimento económico de Angola, ainda que pouco beneficie a esmagadora maioria da população, tem atraído investidores estrangeiros e melhorado a imagem do regime. As democracias ocidentais com interesses no país não parecem grandemente inquietas, de um ponto de vista moral, com a perpetuação de José Eduardo dos Santos no poder, ou com a corrupção generalizada. Contando que o regime se mantenha firme e coeso, assegurando um mínimo de estabilidade necessária aos bons negócios, está tudo bem. Ainda assim, preferiam ver o MPLA triunfar em eleições livres, justas e transparentes, ou que pelo menos parecessem livres, justas e transparentes. Seria uma forma de silenciar as escassas, mas sempre aborrecidas, vozes críticas e de apaziguar consciências.
A nova Constituição foi desenhada à medida das necessidades políticas, dos anseios e das idiossincracias de José Eduardo dos Santos. Em primeiro lugar, o Presidente não precisa de suar em público, de mergulhar diariamente no caos deselegante das multidões, e muito menos de se confrontar com adversários (um aborrecimento!), como aconteceria em eleições presidenciais. Em segundo lugar, para ser eleito, basta que o MPLA alcance mais votos do que os restantes partidos, independentemente da percentagem. Ou seja: não há necessidade de apostar tudo numa fraude maciça, como aconteceu nas eleições anteriores, com o risco de obter um resultado tão favorável, digamos, acima dos 80%, que se torne risível - e lá se iria, de novo, a credibilidade pretendida.
Angola mudou bastante desde as últimas eleições, em 2008. Algumas das mudanças são óbvias, como a novíssima marginal, ou os espelhados arranha-céus, muitos deles erguidos sobre os escombros de históricos, e belíssimos, casarões coloniais. É justo reconhecer que foram feitos avanços em alguns domínios, como a saúde pública e a reconstrução de estradas e caminhos-de-ferro. São mudanças importantes. Há outras, talvez menos óbvias, mas que poderão ter um peso muito maior no resultado das eleições - admitindo eleições justas e transparentes.
A mudança mais relevante tem a ver com a juventude. Os jovens de hoje, os quais representam a maioria da população angolana, já não se mostram tão traumatizados pela guerra civil quanto os respectivos pais. Estão também muito melhor informados e decididos a reinvidicar a parcela da riqueza do país a que têm direito. Dez anos após a morte em combate de Jonas Savimbi, no Leste de Angola, a juventude angolana está muito mais interessada no presente, e no futuro, do que no passado. Em 2008, o MPLA utilizou com sucesso o discurso do medo, insinuando que contestar as eleições era um primeiro passo para o recomeço da guerra. Os partidos da oposição apresentaram numerosas evidências de fraude. Optaram, todavia, por aceitar os miraculosos 82% do MPLA, pressionados pelas potências ocidentais, e também receosos de que o seu próprio eleitorado reagisse mal a uma posição mais crítica.
Hoje, jovens sem qualquer vínculo partidário, e com escassa memória da guerra, saem às ruas, em manifestações a favor da democracia. A maior parte destes revolucionários, ou "revus", como eles próprios se intitulam, estão ligados ao mundo através dos novos meios de comunicação, e assistiram, emocionados, ao derrube dos regimes totalitários nos países do Norte do continente.
O músico Luaty Beirão tem sido um dos rostos mais visíveis da contestação. Em Fevereiro de 2011 começou a circular na Internet uma convocatória apelando ao derrube do regime angolano. O documento, escrito numa linguagem muito ingénua, e assinado Agostinho Jonas Roberto dos Santos, apelava à realização de uma manifestação, a 7 de Março de 2011. O mais provável é que os "organizadores" desta manifestação se encontrassem longe do país. O apelo, contudo, foi retomado por outros jovens, em Angola. A 27 de Fevereiro, num concerto de rap, no Cine Atlântico, em Luanda, diante de alguns milhares de espectadores, Luaty Beirão, vestindo a pele de um dos seus heterónimos musicais, Brigadeiro Mata Frakusz, lançou-se numa violentíssima diatribe contra o Presidente angolano e outros dirigentes do regime. O vídeo desta improvisada demonstração de rebeldia, logo colocado no YouTube, testemunha um importante momento de viragem no combate pela democracia em Angola. A 7 de Março, Luaty Beirão seria preso, com mais 14 pessoas, naquela que foi a primeira manifestação de cidadãos independentes contra o regime, em território nacional, após o fim da guerra.
No dia anterior, sábado, o regime reuniu centenas de milhares de pessoas numa manifestação de "apoio à paz".
O pânico do regime, flagrante em diversas intervenções de dirigentes do MPLA, explica-se pelo ambiente que se vivia em todo o continente, na sequência das revoltas na Tunísia e Egipto. O facto de os jovens revolucionários não pertencerem a nenhum movimento organizado, nem terem lideranças explícitas, assustou e continua a assustar o regime, na medida em que dificulta o seu controlo. Igualmente inquietante, na perspectiva da segurança de Estado, é o facto de alguns destes jovens serem originários de famílias ligadas à nomenklatura. Luaty, por exemplo, é filho do engenheiro João Beirão, já falecido, fundador e primeiro curador da Fundação Eduardo dos Santos (Fesa), e um velho amigo do Presidente.
Os jovens quadros angolanos ligados à "grande família" (o partido no poder) tendem a ser rapidamente integrados no sistema. Muitos estudaram em países ocidentais e regressam a Luanda cheios de ideias generosas, decididos a bater-se contra a corrupção e por uma maior abertura democrática. Até há alguns anos, porém, quase todos fraquejavam, preferindo calar-se, após receberem o primeiro salário. O exemplo de Luaty, licenciado em Engenharia Electrotécnica em Plymouth, na Inglaterra, mostra que alguma coisa está a mudar no seio da própria classe dominante. A situação recorda os últimos anos do período colonial, cujo colapso poderia ter sido previsto pelo grande número de jovens da pequena burguesia urbana, de origem europeia, que se juntaram, na época, aos movimentos de libertação.
O surgimento da Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral, CASA-CE, liderada por Abel Chivukuvuku, que se distinguiu durante largos anos como um dos mais corajosos, inteligentes e carismáticos dirigentes da UNITA, veio também complicar o xadrez político. A CASA-CE parece, à partida, cumprir um programa de divisão de votos do lado da oposição, de forma a facilitar a vitória do MPLA e a eleição de José Eduardo dos Santos. Esta tem sido, aliás, uma das críticas a Chivukuvuku feitas em surdina, ou abertamente, por importantes figuras da oposição civil. Porém, a CASA-CE tem vindo a congregar apoios não só de antigos militantes da UNITA, como também de personalidades anteriormente ligadas ao MPLA. É o caso do seu número dois, o almirante Gaspar Mendes de Carvalho (Miau), filho do escritor Agostinho Mendes de Carvalho (Uanhenga Xitu), personalidade histórica muitíssimo respeitada no seio da chamada "grande família".
A médio prazo, não para as presentes eleições, pode esperar-se que a CASA-CE se desenvolva e cresça, graças, sobretudo, aos inúmeros descontentes do MPLA.
Na "grande família", as correntes críticas queixam-se da corrupção generalizada e da forma como José Eduardo dos Santos vem distribuindo a riqueza do país pela sua "pequena família". Outra queixa frequente é o excesso de poder concentrado nas mãos do Presidente da República.
Num texto recente, publicado numa página que mantém na Internet, o antigo secretário-geral do MPLA e ex-primeiro ministro Marcolino Moco, desde há anos em ruptura aberta com José Eduardo dos Santos, critica os partidos que optam por silenciar algumas destas questões: "Nas circunstâncias destas eleições seria uma das questões fundamentais a esclarecer: como é que à filha de um presidente cessante e candidato ao mesmo tempo são atribuídos pela comunicação social do país e do mundo tantos teres e haveres de origem não explicada, nunca desmentidos, pelo contrário, tão ostensivamente exibidos interna e internacionalmente? Como não falar disso agora?"
Nos últimos meses tem havido manifestações de ex-militares e de antigos agentes da polícia política. Estes últimos ameaçam utilizar a informação e os conhecimentos adquiridos no exercício da profissão para desestabilizar o Estado.
Dois ex-militares, Alves Kamulingue e Isaías Kassule, estão desaparecidos desde o dia 27 de Maio. Terão sido presos, quando tentavam realizar um protesto contra a situação de abandono em que se encontram muitos dos antigos combatentes. A polícia, que reconheceu inicialmente ter detido os dois jovens, afirma agora desconhecer o seu paradeiro. Há quem assegure que foram fuzilados. Organizações não governamentais angolanas, como a Associação Omunga, a SOS-Habitat e a Associação Constituindo Cidadania, vêm tentando pressionar as autoridades para que libertem os jovens, ou informem sobre o seu destino.
Fala-se em eleições e logo alguém solta a palavra incómoda - fraude. A verdade é que o processo eleitoral começou torto. Primeiro, foi a disparatadíssima nomeação de Susana Inglês para a presidência da Comissão Nacional Eleitoral. A oposição manifestou-se imediatamente contra tal nomeação, por a entender ferida de irregularidades: Susana Inglês não é magistrada judicial, exigência prevista na lei. Além disso, foi dirigente da Organização da Mulher Angolana, OMA, instituição vinculada ao partido no poder. A nomeação de Susana Inglês acabou impugnada pelo Tribunal Supremo, num processo no qual o MPLA perdeu a face.
Organizações da sociedade civil e partidos da oposição também têm protestado, neste caso sem êxito algum, contra a forma como o MPLA utiliza os vastos recursos do Estado para financiar a sua luxuosa campanha eleitoral, este ano entregue ao publicitário baiano João Santana, conhecido no Brasil como o "marqueteiro de Lula". O partido no poder serve-se ainda da Televisão Pública de Angola, da Rádio Nacional e do oficialíssimo Jornal de Angola para exaltar as realizações do Governo, e atacar e denegrir, muitas vezes em termos brutais, os partidos e personalidades da oposição.
Marcolino Moco recorreu, no texto já referido, a uma metáfora desportiva para resumir a situação actual: "As eleições de 31 de Agosto são, desde logo, um jogo num plano inclinado, a favor do golpismo. Se se quisesse uma metáfora olímpica mais esclarecedora, diria que estamos perante um jogo em que há uma baliza de um metro de largura para o país marcar (não falo só da oposição político-partidária) e outra com, por aí, uns dez metros, para Sª Excelência o Senhor Presidente-candidato enfiar os seus estrondosos golos, calmamente."
Nada disto é novo. Aconteceu o mesmo nas eleições anteriores. O risco, desta vez, embora remoto, é que ocorram protestos, e que o regime possa perder o controlo da situação. Enquanto escrevo este texto, anunciam-se manifestações convocadas pelos principais partidos da oposição. Os jovens "revus", entre os quais Luaty Beirão, fizeram saber que também eles tencionam descer às ruas. O MPLA, por seu lado, afirmou que irá organizar gigantescas contramanifestações. À medida que se aproxima o fim do mês a tensão aumenta.
Numa página que animam na Internet, Central 7311, os "revus" lançaram no passado dia 20 uma campanha original. Começaram a fabricar e a distribuir uma espécie de cartões de identidade, que simulam o modelo nacional, aos quais chamaram cartões de "Cidadãos em Protesto Permanente": "Com esta campanha", explicam na referida página, "queremos recuperar os manos e manas que, não saindo do conforto das suas casas para arriscar ser agredidos por um kaenche ["gorila"] do [Bairro do] Palanca, se sentem agastados com alguma situação do seu quotidiano contra a qual tencionem protestar desta forma simbólica. Assim, seja qual for a situação que vos aflija, por mais ridícula que vos possa parecer, se querem insurgir-se contra ela dando a cara, teremos todo o prazer em criar-vos um BI adequado às vossas exigências. Terão apenas de nos enviar um email para dia7angola@gmail.com, com a vossa foto e dados para preenchimento: razão da adesão, ocupação, residência e província. Os dados dependem da vossa imaginação, mas a foto deve ser vossa e deve ver-se claramente a vossa cara."
Esta boa disposição e vontade de transformar contrasta com um certo desalento, cansaço, uma derrota da esperança, que também se sente em largas franjas da população angolana.
A capital angolana foi, desde sempre, uma soma de contradições. Europeia e africana. Rica e pobre. Urbana e camponesa. Moderna e tradicional. Arrojada e convencional. Progressista e reaccionária. Bela e horrível. Algumas destas contradições acentuaram-se nos últimos anos, em particular o abismo social. Os ricos vivem cada vez mais alto, nos modernos arranha-céus erguidos sobre a baía, ou cada vez mais à margem, em ilhas de prosperidade, nos condomínios de Talatona. Os pobres, esses, acotovelam-se nos imensos musseques que abraçam e se infiltram pelo asfalto. Luanda é uma cidade que ri e chora ao mesmo tempo.
O país está dividido entre os que defendem a situação, porque lucram com ela, por receio ou comodismo, uma oposição desorientada, um mar de gente exausta e um pequeno grupo de jovens aguerridos e idealistas, mas com limitada capacidade de mobilização.
A poucos dias do acto eleitoral a única certeza é o vencedor. O que acontecerá depois disso, ou até antes disso, depende da forma como a Comissão Nacional Eleitoral responder às inúmeras dúvidas que lhe têm sido colocadas. Depende também do quanto a UNITA e a CASA-CE estão dispostas a arriscar. Depende, finalmente, da mobilização dos jovens.
Em todo o caso estas são, provavelmente, as últimas eleições angolanas em que o vencedor é conhecido à partida. Não é ainda a democracia - mas talvez seja o fim de um tempo muito duro. Talvez Mamã Esperança já esteja, na curva do rio, ajeitando os seus panos, arrumando o seu toucado, preparando a sua entrada para uma nova estação."
Sexta-feira, Julho 13, 2012
a lista dos tachos
Lista de 29
assessores / adjuntos de Ministérios, todos de idade inferior a 30 anos, havendo
14 "especialistas" com idades entre os 24 e os 25 anos.
MINISTÉRIO
DA DEFESA NACIONAL (2)
Cargo:
Assessora
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 ?
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 ?
Cargo:
Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.183,63 ?
Nome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.183,63 ?
MINISTÉRIO
DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (1)
Cargo:
Adjunto
Nome: Filipe Fernandes
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.633,82 ?
Nome: Filipe Fernandes
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.633,82 ?
MINISTÉRIO
DAS FINANÇAS (4)
Cargo:
Adjunto
Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida
Idade: 26 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 ?
Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida
Idade: 26 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 ?
Cargo:
Assessor
Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.854 ?
Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.854 ?
Cargo:
Assessor
Nome: Filipe Gil França Abreu
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.854 ?
Nome: Filipe Gil França Abreu
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.854 ?
Cargo:
Adjunto
Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
MINISTÉRIO
DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA (2)
Cargo:
Assessor
Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Cargo:
Assessor
Nome: André Manuel Santos Rodrigues Barbosa
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.364,50 ?
Nome: André Manuel Santos Rodrigues Barbosa
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.364,50 ?
MINISTRO
ADJUNTO E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES (5)
Cargo:
Especialista
Nome: Diogo Rolo Mendonça Noivo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Nome: Diogo Rolo Mendonça Noivo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Cargo:
Adjunto
Nome: Ademar Vala Marques
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Nome: Ademar Vala Marques
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Cargo:
Especialista
Nome: Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva Canas
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Nome: Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva Canas
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Cargo:
Especialista
Nome: Rita Ferreira Roquete Teles Branco Chaves
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Nome: Rita Ferreira Roquete Teles Branco Chaves
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Cargo:
Especialista
Nome: André Tiago Pardal da Silva
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Nome: André Tiago Pardal da Silva
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
MINISTÉRIO
DA ECONOMIA (8)
Cargo:
Adjunta
Nome: Cláudia de Moura Alves Saavedra Pinto
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Nome: Cláudia de Moura Alves Saavedra Pinto
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: Tiago Lebres Moutinho
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Nome: Tiago Lebres Moutinho
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Cristóvão Baptista
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Nome: João Miguel Cristóvão Baptista
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: Tiago José de Oliveira Bolhão Páscoa
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Nome: Tiago José de Oliveira Bolhão Páscoa
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: André Filipe Abreu Regateiro
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Nome: André Filipe Abreu Regateiro
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: Ana da Conceição Gracias Duarte
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Nome: Ana da Conceição Gracias Duarte
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: David Emanuel de Carvalho Figueiredo Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Nome: David Emanuel de Carvalho Figueiredo Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Folgado Verol Marques
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
Nome: João Miguel Folgado Verol Marques
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 ?
MINISTÉRIO
DA AGRICULTURA (3)
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: Joana Maria Enes da Silva Malheiro Novo
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Nome: Joana Maria Enes da Silva Malheiro Novo
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Cargo:
Especialista/Assessor
Nome: Antero Silva
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Nome: Antero Silva
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 ?
Cargo:
Especialista
Nome: Tiago de Melo Sousa Martins Cartaxo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
Nome: Tiago de Melo Sousa Martins Cartaxo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 ?
MINISTÉRIO
DA SAÚDE (1)
Cargo:
Adjunto
Nome: Tiago Menezes Moutinho Macieirinha
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,37 ?
Nome: Tiago Menezes Moutinho Macieirinha
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,37 ?
MINISTÉRIO
DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA (2)
Cargo:
Assessoria Técnica
Nome: Ana Isabel Barreira de Figueiredo
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.198,80 ?
Nome: Ana Isabel Barreira de Figueiredo
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.198,80 ?
Cargo:
Assessor
Nome: Ricardo Morgado
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.505,46 ?
Nome: Ricardo Morgado
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.505,46 ?
SECRETÁRIO
DE ESTADO DA CULTURA (1)
Cargo:
Colaboradora/EspecialistaNome: Filipa Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.950,00 ?























