quinta-feira, dezembro 27, 2007

leituras


Obrigatório! Imperdível! Incontornável! Obra de referência e etc e tal. Sempre achei curiosos estes adjectivos que alguns intelectuais da praça usam a propósito de determinadas obras que leram e o comum dos mortais não conhece nem ouviu falar. Já não me lembro quem terá sido o erudito que mo apresentou, nem qual o adjectivo usado na altura. Mas por alguma razão Musil me ficou na memória. E quando mais tarde me lembrei de procurar um livro seu, o que mais me espantou foi não conhecer ninguém que o conhecesse, nem nenhuma livraria que tivesse uma obra sua, nem ninguém que soubesse de qualquer edição. Um completo mistério! Esperei, e como o mundo é grande, há pouco tempo descobri que uns amigos novos por acaso tinham em casa O Homem sem qualidades. É a obra ideal para se levar para uma ilha deserta, disseram-me. Foi exactamente isso que eu fiz, tenho-o aqui comigo, e quando voltar a respirar, e a terra, escolho o adjectivo.

2 Comments:

Anonymous Vivian Altman said...

Agora fiquei curiosa pelo adjetivo que vais escolher.
E principalmente queria saber. É imperdível?
Anyway, bienvenu parmi nous!!!

10:36 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Toíx querido, já estás bom de certeza, pois voltaste às tuas leituras...O Camões falou-me muito desse livro e agora vou procurá-lo para ver se o leio. Vou aproveitar o teu "repto". Olha, aqui pelas terras lusitanas anda a fazer furor a tradução de uma obra, segundo muitos, maior, que tem por título "As benevolentes". Caso queiras, depois envio-ta. É uma visão particular sobre o holocausto nazi (com quase 900 pp.).
Beijos grandes da Ana Azevedo.Beijos de parabéns à Dininha. Tenho saudadinhas!

10:15 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home